Treinar corrida é sobre consistência, mas também é sobre inteligência. Nem todo cansaço é “preguiça” e nem toda dor é “drama”. Saber diferenciar desconforto muscular normal de sinais de alerta é o que separa evolução de lesão. O corpo sempre dá sinais — sono alterado, batimentos mais altos que o habitual, irritação, dores persistentes — e ignorá-los pode custar semanas parado.
Descansar não é perder condicionamento. Pelo contrário: é no descanso que o corpo se reconstrói. As microlesões musculares causadas pelo treino precisam de tempo para regenerar, e é nesse processo que ficamos mais fortes e resistentes. Sem pausa adequada, o risco de overtraining aumenta e o rendimento despenca.
Muitos corredores associam disciplina a “não faltar treino”. Mas maturidade esportiva é saber ajustar a carga. Um dia de descanso estratégico pode salvar sua semana inteira. Treinos regenerativos, alongamentos, mobilidade ou até um simples dia off fazem parte do plano — não são exceções.
Se você acorda exausto, com dor diferente do habitual ou rendimento muito abaixo do padrão, talvez o melhor treino do dia seja não treinar. Escutar o corpo exige humildade, mas é isso que sustenta a evolução no longo prazo.
