Dor no percurso: as 3 lesões que mais perseguem corredores — e como fugir delas.

 A corrida é um dos esportes mais democráticos do mundo: basta um par de tênis e disposição para começar. Mas justamente por parecer simples, muitos corredores ignoram cuidados essenciais e acabam convivendo com dores que poderiam ser evitadas. Entre iniciantes e atletas experientes, algumas lesões aparecem com frequência quase previsível — geralmente causadas por excesso de carga, falta de fortalecimento ou erros de treinamento.

A primeira delas é a famosa canelite, conhecida tecnicamente como síndrome do estresse tibial medial. A dor surge na parte interna da canela e costuma aparecer quando o corredor aumenta rapidamente o volume ou a intensidade dos treinos. Terrenos muito rígidos, tênis inadequados e fraqueza muscular também contribuem. A melhor prevenção envolve progressão gradual dos treinos, fortalecimento de panturrilhas e atenção à biomecânica da corrida.

Outra campeã de incidência é a fascite plantar, inflamação da faixa de tecido localizada na sola do pé. O desconforto costuma ser mais intenso ao acordar ou nos primeiros passos do dia. Corredores com pouca mobilidade no tornozelo, excesso de impacto ou musculatura posterior encurtada têm maior risco. Alongamentos para panturrilha, exercícios de mobilidade e períodos adequados de recuperação ajudam bastante a evitar o problema.


A terceira lesão mais comum é a síndrome da dor femoropatelar, frequentemente chamada de “joelho do corredor”. A dor aparece na região frontal do joelho, principalmente em descidas, escadas ou após muito tempo sentado. Em muitos casos, o problema está relacionado à fraqueza de quadril e glúteos, que altera o alinhamento das pernas durante a corrida. Investir em fortalecimento muscular e evitar aumentos bruscos de intensidade são medidas fundamentais.

Embora lesões façam parte da realidade esportiva, elas não precisam ser inevitáveis. Sono adequado, alimentação equilibrada, fortalecimento regular e respeito aos sinais do corpo reduzem drasticamente os riscos. Mais do que correr muito, evolui melhor quem consegue manter consistência ao longo dos meses — e isso só acontece quando o corpo consegue suportar a rotina de treinos sem entrar em colapso.