Treinar em jejum é uma prática que desperta curiosidade entre corredores de diferentes níveis. A estratégia consiste em realizar a atividade física após um período sem alimentação, geralmente pela manhã, antes do café da manhã. Apesar de ser amplamente utilizada por alguns atletas, seus benefícios e limitações ainda geram debates entre especialistas.
Entre as principais vantagens apontadas está a possibilidade de estimular adaptações metabólicas relacionadas ao uso de gordura como fonte de energia. Alguns estudos sugerem que treinos leves ou moderados realizados em jejum podem aumentar a eficiência do organismo na utilização das reservas energéticas, característica interessante para provas de longa duração.
Outro benefício frequentemente citado é a praticidade. Para muitas pessoas, acordar e sair para correr sem precisar preparar uma refeição torna a rotina mais simples. Além disso, alguns corredores relatam maior conforto gastrointestinal durante os treinos matinais, reduzindo o risco de desconfortos digestivos.
Por outro lado, a prática apresenta limitações importantes. Em treinos intensos, intervalados ou de longa duração, a falta de combustível disponível pode comprometer o desempenho e aumentar a sensação de fadiga. Em alguns casos, também podem surgir tonturas, fraqueza e dificuldades para manter a qualidade do treinamento.
A recomendação dos especialistas é individualizar a estratégia. Treinos em jejum podem ser úteis em determinadas fases da preparação, desde que sejam planejados e acompanhados adequadamente. Para corredores iniciantes ou para sessões de alta intensidade, uma alimentação prévia costuma ser a alternativa mais segura e eficiente para garantir rendimento e bem-estar.
